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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ana



No silêncio, só o som das palavras que teimam em calar o desejo.
Neste frio, neste Inverno já adulto, a chuva beija-me os versos.
Nesta noite, neste espaço de cumplicidades, a minha mão procura-te.

Eis-me aqui, perante a serenidade desta noite, com o coração aceso,
A soletrar em timbres de sabores antigos, Amo-te.

Amo-te até às raízes dum coração marinheiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Poema Estendido



É de noite que te entranhas nos meus poros,

Que me lês na pele versos de desejo,

Que te alongas nos meus olhos em desvario,

Que me abraças o sonho aceso na paixão.


É de noite que ficas e me acaricias as palavras

Que estendes num poema a falar de amor...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Metamorfose




Encontrei-te grávida de saudades,

Perdida de sonhos,

Cansada de esperanças,

Caída de ilusões.

Trouxe-te nas brisas o som das ondas...

E da saudade nascem carícias,

Dos sonhos mares de beijos,

Da esperança horizontes de rotas

E da ilusão praias de marés novas.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

E Pronto!


Das palavras nasceram rios

Que se foram enchendo doutros rios.

E assim, tão cheios de emoções, correram até à foz

Para uma fusão de amor com um mar que se aquietou

E se deixou embalar pelas ondas feitas versos.


Palavras. Unicamente versos.

(como se diz gratidão em palavras?... Como se sentem emoções em versos?)...


Eu sei! Eu vivi esta fusão!


(ainda estou a juntar pedaços dos meus dedos...)



Quero beijar a Luísa, a minha mulher, os meus filhos, o meu neto, os meus genros, os meus irmãos, os meus cunhados, os meus sobrinhos, o Ernesto, o Pedro e todos os meus amigos que fizeram com que os meus dedos fossem versos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lançamento


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Tanto @Mar



Alguém acreditou e deixou que as brisas do meu mar pudessem tocar outras praias. Já está nalgumas livrarias onde o podem folhear.

São ondas formadas por ventos de paixão. Jogos de palavras. Versos.

Obrigado por me lerem!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bom Ano



Uma a uma recolho as estrelas que reflectem os teus olhos
Gota a gota guardo a chuva que sai dos teus cabelos
Nota a nota junto as melodias que se libertam dos teus lábios.

Acrescento de noites os sonhos que partilhamos,
De ventos as brisas que criamos,
De maresias os mares que navegamos.

E, num instante, perante a pressa de se fazer dia
Acordamos dum ano que termina, para renascer noutro,
Novo de tantos beijos, velho de tantas carícias,
Num soprar de anos emaranhados em tantas amarras.


Bom Ano Novo repleto de afectos velhos…
(Gostava de estender este voto a todos os que ainda manifestam bondade ao lerem-me. A todos mesmo...)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Natal



Natal de mãos abertas,
De olhos acesos,
De chamas na lareira,
De risos de crianças…

Natal de versos feitos
Num papel imaginário,
Numa canção de embalar
Cantada ao pé do fogo…

Natal de prendas,
Mensagens, postais,
De livros de encantar
De amizade verdadeira…

Natal num dia onde impera a noite…


Boas Festas!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Noite



Já é noite. Que frio está lá fora…
Nem as estrelas se atrevem a luzir…

Repouso o meu corpo cansado nas páginas dum livro.
Fala dum país imaginário onde não há distancias,
Onde a manhã se prolonga para além das horas,
Onde o céu permanece azul num luar interminável.

Ainda é noite. Que frio está lá fora…
Nem as chamas se atrevem a tremular…

Acendo a noite nos versos dum poema.
Canta o amor que existe para lá dos dias,
Dos mares que se estendem para alem das dunas,
Dos ventos que sopram para lá das ondas.

Acabou a noite. Que frio está lá fora…
Nem os dedos se atrevem a falar amor…

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Poema



Derreto-me nos teus braços
Escorro-me nos teus seios
Abrigo-me nos teus olhos
Sacio-me no teu sorriso.

Canto-te nos meus versos
Pinto-te nos meus sonhos
Invento-te na minha boca
Musico-te nos meus dedos.

Acordo-me no teu calor
Banho-me na tua pele
Visto-me dos teus cabelos
Alimento-me no teu suor.

Guardo-te no meu mar
Escondo-te feita praia
Sopro-te num meu vento
Cheiro-te numa brisa.

Não me acabem as palavras
Porque quero-te num poema…