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terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais um Mar...



Sinto nos dedos pedaços de versos
Sempre que te escrevo na pele
Palavras feitas ondas.

Uma após outra, incessantemente,
Como se brotassem duma maré-cheia,
Ao banhar-te, se espumassem em mil salpicos
E formassem um poema que eu nunca soube inventar.

Onde estão as palavras,
As marés de tantas ondas?

Preciso de mais um mar
Para me inundar de ti!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Marinheiro



Sou do vento, sou do mar,

Sou da praia por inteiro,

Sou da brisa para te dar

O meu coração marinheiro.


Sou cantigas, sou palavras,

Sou da noite o teu luzeiro,

Sou abraço, sou amarras

Do meu olhar marinheiro.







quarta-feira, 1 de julho de 2009

Rimas...

Foto excelente de Pedro Pissarro




Fiz-me onda neste mar
Imaginando-te cais
Onde eu quero aportar
Para não sair nunca mais

Dos teus olhos fiz farol
Do teu peito fiz baía
Já nem preciso do sol
Para me alumiar o dia

Marinheiro hei-de morrer
Nos teus lábios naufragar
Porque vivo por te ter
Nesta onda feita mar.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Não sei...



Não sei qual o tamanho das palavras

Que dos meus dedos irão florir.


Queria que fossem enormes, do tamanho dum largo mar,

E que fossem azuis, sim azuis como uma rosa azul...


Depois gostava que falassem com voz de musica feita

E que embalassem os ventos que se soltam da minha paixão.


Não sei o tamanho dos meus versos

Não sei sequer se são versos.


Só sei que este amor não me cabe nas palavras...

domingo, 21 de junho de 2009

In-Finitos Sentires



No próximo Sábado (às 16 horas, na Biblioteca de Valongo) a poesia fica mais rica. Vai ser apresentado e lançado o primeiro livro de Poemas da Carla Marques (Palavras em Desalinho).


"Porque sentir é algo tão profundo que pode percorrer um caminho que vai dum finito instantâneo até a um infinito que a nossa imaginação e o nosso querer proporcionam".
Estas são palavras da autora que abrem caminho a uma vontade sôfrega de sorver os seus versos e neles permanecer infinitamente.


Parabéns Carla. O primeiro já cá está. Aguardo os muitos que se seguirão.


Beijos

Ricardo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

32



"...E lembro-me desse 28 de Maio, quando te abri a porta, como se fosse hoje...Mal eu sabia que te estava a abrir a porta da minha vida..."


E eu entrei nesse mar de tranquilidade onde, ao afogar-me, renasci no azul dos teus olhos.

Um beijo também para ti

terça-feira, 19 de maio de 2009

365 Dias



Faz hoje um ano que as minhas mãos se abriram deixando que dos meus dedos brotassem brisas dum mar que foi berço.

Toquei ao de leve novas brisas, alimentei novos ventos, dormi no horizonte que os meus olhos inventaram.

As minhas mãos continuam abertas a novos sonhos, os meus lábios a novas melodias e o meu olhar a novas praias.

Permanece esta Manhã de Inverno para além dos dias.

Obrigado a todos os que manifestam bondade ao me lerem.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Saudade

O talento da HumildeVaidade a ilustrar os meus versos


Deixei que dos teus olhos se soltassem mares de palavras enfeitados.
Os teus cabelos soltam praias perfumadas com as brisas do teu cheiro.
Nos teus lábios, um sabor a madrugadas de beijos acordados ao luar.
No teu peito crescem dunas alisadas pelos ventos da tua ausência.

Quero abraçar-te a alma qual naufrago sobre as ondas.

Inundas-me de desejos a escorrerem saudades!

sábado, 18 de abril de 2009

Escorrem beijos...

Imagem dum talento enorme da HumildeVaidade


Pasmado, perdi-me na noite dos teus olhos
Afagando-te os cabelos cor de ameixas...

Da janela aberta para a madrugada que sonhavas,
Nem o negrume do céu te apaga o riso que os teus lábios adivinham...

E assim, sentada na memória duma noite prometida, do teu corpo, qual cetim,
Sedento de mil luas, escorrem beijos que flutuam no meu olhar.

domingo, 12 de abril de 2009

Fez-se noite...



Esmaga-me este negrume que a noite teima em derramar.
Percorro o silêncio que impus aos meus versos na esperança que calem
A revolta de ver sofrida a certeza de te amar.

Fecho a janela da madrugada porque não quero que amanheça
Sem que a luz pinte de claridade a convicção dum novo cheiro a dia novo.

Não quero mais ouvir a rebentação das ondas de encontro aos meus sonhos.
Não sei se acorde ou se me deixe dormir na calada desta duvida.

Não vou continuar. Fico-me por aqui.
Faz-se noite e eu quero dormir...