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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bom Ano



Uma a uma recolho as estrelas que reflectem os teus olhos
Gota a gota guardo a chuva que sai dos teus cabelos
Nota a nota junto as melodias que se libertam dos teus lábios.

Acrescento de noites os sonhos que partilhamos,
De ventos as brisas que criamos,
De maresias os mares que navegamos.

E, num instante, perante a pressa de se fazer dia
Acordamos dum ano que termina, para renascer noutro,
Novo de tantos beijos, velho de tantas carícias,
Num soprar de anos emaranhados em tantas amarras.


Bom Ano Novo repleto de afectos velhos…
(Gostava de estender este voto a todos os que ainda manifestam bondade ao lerem-me. A todos mesmo...)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Natal



Natal de mãos abertas,
De olhos acesos,
De chamas na lareira,
De risos de crianças…

Natal de versos feitos
Num papel imaginário,
Numa canção de embalar
Cantada ao pé do fogo…

Natal de prendas,
Mensagens, postais,
De livros de encantar
De amizade verdadeira…

Natal num dia onde impera a noite…


Boas Festas!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Noite



Já é noite. Que frio está lá fora…
Nem as estrelas se atrevem a luzir…

Repouso o meu corpo cansado nas páginas dum livro.
Fala dum país imaginário onde não há distancias,
Onde a manhã se prolonga para além das horas,
Onde o céu permanece azul num luar interminável.

Ainda é noite. Que frio está lá fora…
Nem as chamas se atrevem a tremular…

Acendo a noite nos versos dum poema.
Canta o amor que existe para lá dos dias,
Dos mares que se estendem para alem das dunas,
Dos ventos que sopram para lá das ondas.

Acabou a noite. Que frio está lá fora…
Nem os dedos se atrevem a falar amor…

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Poema



Derreto-me nos teus braços
Escorro-me nos teus seios
Abrigo-me nos teus olhos
Sacio-me no teu sorriso.

Canto-te nos meus versos
Pinto-te nos meus sonhos
Invento-te na minha boca
Musico-te nos meus dedos.

Acordo-me no teu calor
Banho-me na tua pele
Visto-me dos teus cabelos
Alimento-me no teu suor.

Guardo-te no meu mar
Escondo-te feita praia
Sopro-te num meu vento
Cheiro-te numa brisa.

Não me acabem as palavras
Porque quero-te num poema…

domingo, 30 de novembro de 2008

A uma Deusa

(Para ti Nídia com um carinho do tamanho de África)


Pintou de azul as cores do meu sonho
E floriu em chamas as flores do meu mar.

Pediu às ondas rebentações de melodias
E às praias novos abraços de espumas.

Encheu de estrelas o manto do meu céu
E reflectiu de luz o sol da nossa noite.

E assim radiante, luminosa, com cheiro a Índico,
Me acena na lonjura do bafo do estio.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Preciso



Uma a uma, fiz das ondas balanços de searas,
Das brisas, paletas de cores a escorrerem dos meus dedos,
Do meu corpo, fontes de águas sedentas de tantas sedes,
Do meu mar, memórias de presentes afundados nos teus olhos.




Hoje apetece-me:

Um Cheiro da Ilha,
Uma passagem na Minha Página,
Dedilhar um PinGente,
Um abraço de Coragem,
Um Mar me Quer,
Um sorriso duma Anja,
Um olhar duma Constritora,
Um Som do Silêncio,
Ficar nos Sonhos,
Sentir a Chuva de Inverno
E olhar o Sol da Meia Noite

Beijinhos e Abraços

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Contigo



Contigo aprendi a ler versos na chuva que cai sobre a minha praia.
Aprendi a tecer madrugadas que sobravam nos meus dias,
A partilhar mares em ondas nascidas noutros ventos.
Aprendi a calar maresias em bafos de calores de novos mundos.

Contigo aprendi que vivo para além da vida que o destino me reserva.

Vivo para lá dos mares, dos sonhos, das ilusões de estar vivo…

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tão longe...



Não me chegam as brisas do meu mar.

Aqui, tão longe, de saudades vestidas, só me cantam gaivotas de lembranças.
Aqui, onde as praias falam distancias, só me resto eu.

(e nesta ausência, revisito o mar em cada olhar no horizonte. Hasta Ya!)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Viagem em ti






Transporto nas nuvens as cores do teu sorriso
Guardo nas ondas os sons do teu olhar
Estendo na praia a luz dos teus murmúrios

E assim, preso em sonho, me liberto no teu corpo
Navegando em cada baía que há em ti.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Construção



Inventei-te nos versos que choviam dos meus olhos
Vesti-te de flores azuis com perfumes de paixão.

Nos cabelos, relevos de nuvens e contornos de luar.
No teu rosto, traços de horizonte com musicas de entardecer.
No pescoço, colares de beijos e pedras de desejo.
No teu peito, livros de melodias com sabores a Inverno.
No ventre, planícies de fogueiras de amor acesas.
Nos teus braços, penínsulas de carinho.
Nas coxas, abrigos de trincheiras invadidas de sussurros.
Nos teus pés, caminhos de lonjuras com pressa de chegar.

Inventei-te nas rimas que soltavam dos meus dedos
Despi-te das palavras que cantavam ilusões.

Amei-te de verdade…