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terça-feira, 19 de maio de 2009

365 Dias



Faz hoje um ano que as minhas mãos se abriram deixando que dos meus dedos brotassem brisas dum mar que foi berço.

Toquei ao de leve novas brisas, alimentei novos ventos, dormi no horizonte que os meus olhos inventaram.

As minhas mãos continuam abertas a novos sonhos, os meus lábios a novas melodias e o meu olhar a novas praias.

Permanece esta Manhã de Inverno para além dos dias.

Obrigado a todos os que manifestam bondade ao me lerem.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Saudade

O talento da HumildeVaidade a ilustrar os meus versos


Deixei que dos teus olhos se soltassem mares de palavras enfeitados.
Os teus cabelos soltam praias perfumadas com as brisas do teu cheiro.
Nos teus lábios, um sabor a madrugadas de beijos acordados ao luar.
No teu peito crescem dunas alisadas pelos ventos da tua ausência.

Quero abraçar-te a alma qual naufrago sobre as ondas.

Inundas-me de desejos a escorrerem saudades!

sábado, 18 de abril de 2009

Escorrem beijos...

Imagem dum talento enorme da HumildeVaidade


Pasmado, perdi-me na noite dos teus olhos
Afagando-te os cabelos cor de ameixas...

Da janela aberta para a madrugada que sonhavas,
Nem o negrume do céu te apaga o riso que os teus lábios adivinham...

E assim, sentada na memória duma noite prometida, do teu corpo, qual cetim,
Sedento de mil luas, escorrem beijos que flutuam no meu olhar.

domingo, 12 de abril de 2009

Fez-se noite...



Esmaga-me este negrume que a noite teima em derramar.
Percorro o silêncio que impus aos meus versos na esperança que calem
A revolta de ver sofrida a certeza de te amar.

Fecho a janela da madrugada porque não quero que amanheça
Sem que a luz pinte de claridade a convicção dum novo cheiro a dia novo.

Não quero mais ouvir a rebentação das ondas de encontro aos meus sonhos.
Não sei se acorde ou se me deixe dormir na calada desta duvida.

Não vou continuar. Fico-me por aqui.
Faz-se noite e eu quero dormir...

segunda-feira, 23 de março de 2009

De volta nesta noite...



Senti-te para alem do vazio que existe no escuro da noite.
Toquei-te, percorri cada baía que o teu corpo oferecia
Guiado por um farol que teimava em ser estrela.


Do céu soavam melodias que lembravam antigos mares
Em tantas rotas inventadas pelo brilho do teu sorriso.


Senti-te para além do espaço que nos une,
Que nos prende em amarras feitas com os raios dum luar
Que ilumina o teu rosto nesta noite tão perfeita.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Serena é a Noite

Fotografia de autoria, e belissimamente trabalhada pelo talento enorme, da Carla do Palavras em Desalinho


Queria pegar na noite e deitá-la no meu leito.

Afagar-lhe os sonhos, descobrir-lhe os sentidos
Cantar-lhe uma canção de seda e mel
Para gravar nas estrelas enquanto brilham.

Queria abraçar a noite e beijar-lhe os cabelos.

Acender-lhe as paixões, abrir-lhe o peito
Pintar-lhe uma nuvem carregada de palavras
Que falassem dum céu aonde só tu morasses.

Queria amar a noite na serenidade do teu sorriso.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Tão pequena a noite...



Acordei a noite num espreguiçar da lua
Ao som dos beijos caídos das estrelas.

Aconcheguei-te o corpo nos meus braços
Numa fusão de tremuras e desejos à deriva.

Trocamos nos nossos olhos imagens de luz
Reflectidas nas paixões que quisemos inventar.

É tão pequena a noite
Para este amor tão grande...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ana



No silêncio, só o som das palavras que teimam em calar o desejo.
Neste frio, neste Inverno já adulto, a chuva beija-me os versos.
Nesta noite, neste espaço de cumplicidades, a minha mão procura-te.

Eis-me aqui, perante a serenidade desta noite, com o coração aceso,
A soletrar em timbres de sabores antigos, Amo-te.

Amo-te até às raízes dum coração marinheiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Poema Estendido



É de noite que te entranhas nos meus poros,

Que me lês na pele versos de desejo,

Que te alongas nos meus olhos em desvario,

Que me abraças o sonho aceso na paixão.


É de noite que ficas e me acaricias as palavras

Que estendes num poema a falar de amor...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Metamorfose




Encontrei-te grávida de saudades,

Perdida de sonhos,

Cansada de esperanças,

Caída de ilusões.

Trouxe-te nas brisas o som das ondas...

E da saudade nascem carícias,

Dos sonhos mares de beijos,

Da esperança horizontes de rotas

E da ilusão praias de marés novas.