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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Preciso



Uma a uma, fiz das ondas balanços de searas,
Das brisas, paletas de cores a escorrerem dos meus dedos,
Do meu corpo, fontes de águas sedentas de tantas sedes,
Do meu mar, memórias de presentes afundados nos teus olhos.




Hoje apetece-me:

Um Cheiro da Ilha,
Uma passagem na Minha Página,
Dedilhar um PinGente,
Um abraço de Coragem,
Um Mar me Quer,
Um sorriso duma Anja,
Um olhar duma Constritora,
Um Som do Silêncio,
Ficar nos Sonhos,
Sentir a Chuva de Inverno
E olhar o Sol da Meia Noite

Beijinhos e Abraços

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Contigo



Contigo aprendi a ler versos na chuva que cai sobre a minha praia.
Aprendi a tecer madrugadas que sobravam nos meus dias,
A partilhar mares em ondas nascidas noutros ventos.
Aprendi a calar maresias em bafos de calores de novos mundos.

Contigo aprendi que vivo para além da vida que o destino me reserva.

Vivo para lá dos mares, dos sonhos, das ilusões de estar vivo…

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tão longe...



Não me chegam as brisas do meu mar.

Aqui, tão longe, de saudades vestidas, só me cantam gaivotas de lembranças.
Aqui, onde as praias falam distancias, só me resto eu.

(e nesta ausência, revisito o mar em cada olhar no horizonte. Hasta Ya!)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Viagem em ti






Transporto nas nuvens as cores do teu sorriso
Guardo nas ondas os sons do teu olhar
Estendo na praia a luz dos teus murmúrios

E assim, preso em sonho, me liberto no teu corpo
Navegando em cada baía que há em ti.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Construção



Inventei-te nos versos que choviam dos meus olhos
Vesti-te de flores azuis com perfumes de paixão.

Nos cabelos, relevos de nuvens e contornos de luar.
No teu rosto, traços de horizonte com musicas de entardecer.
No pescoço, colares de beijos e pedras de desejo.
No teu peito, livros de melodias com sabores a Inverno.
No ventre, planícies de fogueiras de amor acesas.
Nos teus braços, penínsulas de carinho.
Nas coxas, abrigos de trincheiras invadidas de sussurros.
Nos teus pés, caminhos de lonjuras com pressa de chegar.

Inventei-te nas rimas que soltavam dos meus dedos
Despi-te das palavras que cantavam ilusões.

Amei-te de verdade…

sábado, 25 de outubro de 2008

Desespero



Hoje não tenho mar. Nem ondas, nem maresias.

Hoje o céu pintou-se de escuro, escondeu as estrelas
E nem deixou que a lua brilhasse.

Hoje não tenho dedos. Nem versos feitos flores.

Hoje fugiram-me as palavras, calou-se o murmúrio
E nem sobram as marés.

Hoje não te tenho. Não te sinto. Não te sonho.
(só um vazio tão cheio de coisa nenhuma…)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quase um Fado



Trouxeste flores nos teus dedos
E maresias no olhar.
Na pele mapas e rotas
E nos cabelos o mar

Nas ondas largaste sonhos
Num veleiro a imensidão
Numa praia dunas de espuma
Nos rochedos a solidão

Vieste e não ficaste
Como as vagas na baía
Nesta maré de desejos
Nem a saudade cabia

Preciso romper estas rimas
E agarrar-te junto ao peito
Dizer-te do meu amor
Nestas palavras sem jeito

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não



Não me digas palavras que os meus olhos já não chorem
Nem pintes o céu com as cores que o meu peito fez florir

Não me abraces a saudade
Não me soltes a solidão
Não abrigues no teu corpo outra cópia de ti
Não me aconchegues as névoas do que és

Não me digas palavras com músicas nos acentos
Nem acendas luzes nas frias madrugadas

Hoje eu quero sentir a angústia de te ter
Tão longe de te sentir.

domingo, 12 de outubro de 2008

Entre nós



Entre nós, só este mar de palavras com perfumes de maresias…
Por entre os dedos, rios de ondas formados nas ventanias…

Entre nós, todo um oceano de mares azuis e rochedos de nevoeiro…
Por entre os dedos, versos de paixão dum coração marinheiro…

Entrego os meus dedos às brisas do teu mar
E escrevo nelas a saudade de tanto amar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sonho



Acorda-me deste frio que paira sobre mim
Aconchega-me os dedos gelados de tantos versos
Alimenta-me os sentidos sedentos de paixões

Dá-me o fogo dos teus olhos
E assim, acesos, pousa-os na noite e acorda-me os sonhos…