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sábado, 20 de setembro de 2008

Corpos conquistados





Suspiro...
E no negrume da noite
Nem me atrevo a abrir os olhos...

E assim, como que naufrago de mil mares
Só sinto os sonhos a baterem nas vidraças
Lembrando que O prazer
Vai para além Dos corpos conquistados.

Desperto Pelas emoções ao rubro,
Sentindo-te tão Á flor da pele
Com os teus lábios me caso, num beijo enorme
Do tamanho do desejo que Tu invades....




Se dúvidas restassem sobre a qualidade dos versos da Marta, aqui vos deixo esta prova inequívoca.
Parabéns Marta e obrigado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tanta imensidão...



Soltaste um traço, um abismo, um minuto de refúgio.

E assim solta, em plena queda, das mãos largando pássaros,
Ias transpondo fronteiras, entre o real e o sonho, entre o ser e o sentir.

Abriste brechas, um esconderijo, um momento de abandono.

E assim livre, em plena fuga, dos olhos soltando gritos,
Ias mergulhando gestos, entre o querer e o ter, entre o beijo e o morder.

Deixaste luzes, uma nuvem, uma imensidão de ti…

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Num fim de tarde...



Num fim de tarde, quando as gaivotas repousam de tantos voos,
Quando a noite se prepara para pairar sobre tanto mar,
Quando dos meus lábios brotam versos que o tempo emudeceu…

Num fim de tarde, quando os gestos se estendem para além dos corpos,
Quando o olhar se funde em brisas de flores de mar,
Quando as luzes se acendem nos veleiros feitos sonhos…

Eu quero estar aqui, rodeado do que resta de mim
E celebrar a tua imagem que a lua reflecte num raio de paixão.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ao menos, tu!


Em silêncio, com olhos de madrugada, olhavas o mar,
E do teu olhar corriam versos enfeitados de marés.

Ao longe, onde o dia nasce por cansaço duma lua que inventei,
Surgem ilhas onde a ondas se espreguiçam entre espumas e penedos.

Embalado no meu barco, troco o sono pelo sonho, e assim desperto
Imagino-te uma praia, feita altar, onde vou chegar, de manhãzinha,
Para aí repousar o meu corpo sedento de alvoradas.

E vejo-te, em silêncio, com olhos de madrugada, a tecer os lençóis
Onde o amor se deita ao acordar da minha ausência.

Ao menos isto…

Ao menos tu!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Um Sorriso, Um!



Dá-me apenas um sorriso.

Aberto, como que a convidar as estrelas para uma pintura,
Luminoso, como que a juntar raios de lua para tecer um manto,
Perfumado, como que a prender as brisas para fazer um vento,
Melodioso, como que a gravar cantos de sereia para compor uma canção,
Eterno, como que a fazer dos dias anos e dos anos uma vida.

Apenas um sorriso, um!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Abraçado a ti



Vou querer que o tempo se arraste
Num abraço apertado contra o tempo.

Querer que o meu peito se esmague no teu
Num movimento que lembre as ondas.

Abrir as mãos e soltar os versos
Rasgar o céu e tocar o sol
Pintar as brisas e ouvir os ventos
Sentir a névoa e beber as brumas.

Hoje vou querer que o tempo se arraste
E ficar, assim, abraçado a ti.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Costa da Morte



Aqui acaba a terra e começa o sonho,
Acaba a dor e começa a luz.

Aqui, nesta costa, nasce a morte e morrem sorrisos,
Acabam os abraços,
Naufragam as palavras
E acende-se o azul do mar.




Imagem capturada na Costa da Morte, Galiza, por Ricardo Reis

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ocaso



Quis ir ao encontro dum ocaso
Que me fizesse, ao fim de um dia, descansar.

Naveguei mar adentro, guiei-me pelas brisas e, finalmente
Repousei nos braços das ondas, embalado pela tua luz…





Imagem capturada num fim de dia, em pleno Atlantico, por Ricardo Reis

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fascínio






Já o sol tirara brilho à lua
Misturando as cores da manha.

No mar o reflexo do céu
Mostrava uns novos azuis.

O cheiro a maresia confunde-se com as ondas
Em abraços prolongados com as rochas.

Tanto mar, tanto azul, tanta beleza…






Estou num mar enorme, numa ilha pequena, numa paixão sem medida...Estou fora e para a semana eu volto para umas férias.

Imagem capturada, em pleno Atlântico, numa ilha, por Ricardo Reis

sábado, 2 de agosto de 2008

Candura







Com raios de lua colori
Os meus sonhos
Dando nova luz
Às minhas fantasias
Deixando que ficassem
Tatuadas na minha pele.

Aquece a noite
Quando me desnudo para ti.
Solto os cabelos e liberto a paixão,
Mordo o lábio
Lembrando a candura por estar
Um pouco envergonhada por esses desejos...


Vergonha de ti...
Talvez. Vergonha de mim?
Não, não tenho...



Mais um fruto duma sintonia, quase que espontânea, entre o talento poético da Marta e os meus dedos feitos versos.